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Como posso expressar amor durante a pandemia ?

“Saúdem uns aos outros com beijos santos”, Paulo escreveu isso para várias igrejas. Isso é um sinal de amor fraternal. Pessoas estão se aproximando, elas estão literalmente em contato, o que é um sinal de aceitação e pertencimento.

 

Diferenças na cultura

Muitos cristãos simplesmente ignoraram esse mandamento pois ele não se encaixa em sua cultura. Ao invés disso, eles encontraram outras maneiras de demonstrar o seu amor fraternal. Um aperto de mão acalorado, um tapinha no ombro ou uma saudação amigável. E não há problema algum nisso, pois Paulo não estava focado na forma da saudação, mas na intenção dela.

 

Corona(COVID-19) nos força a encontrar alternativas

Muitos cristãos ao redor do mundo se viram em uma situação na qual eles são forçados a rever sua maneira usual de demonstrar amor, por causa da pandemia de Covid-19.Esse vírus faz com que demostrar amor da maneira com que fazíamos se torne algo perigoso. Precisamos voltar para a intencionalidade e descobrir nela uma nova forma de demonstrar amor.

O vírus faz com que a hospitalidade se torne uma coisa mortal

Em muitos países ao redor do globo, a situação atual é atípica. Por isso requer regras atípicas. Normalmente, a hospitalidade é algo muito bom e uma forma extremamente bíblica de se demonstrar amor. Agora, pode ser fatal. Talvez eu devesse me expressar de uma forma ainda mais direta: hospitalidade pode se tornar letal durante uma pandemia viral, porque hospitalidade oferece chances reais de se disseminar um vírus que contaminou centenas de milhares de pessoas. Já que as pessoas podem transmitir coronavírus sem elas mesmas terem sentido qualquer sintoma, até mesmo uma reunião entre duas pessoas aparentemente saudáveis pode ser uma potencial ponte para que o vírus infecte outras pessoas. Em uma situação como essa, hospitalidade não é um ato de amor.

Contato físico é perigoso

Visitas desnecessárias a amigos, o doente, o solitário e outros que precisam de ajuda, também não são um ato de amor. O vírus não pode se espalhar sem o contato físico entre humanos- ou pelo menos mal se propaga. Ao restringir o contato humano com pessoas em situação de vulnerabilidade ao mínimo, nós podemos reduzir significativamente o risco deles serem contaminados.

Pense além do auto sacrifício

Até mesmo o auto sacrifício hoje em dia não é sempre uma expressão de amor. Muitas pessoas dizem que não tem medo de morrer. Elas querem continuar servindo a outras pessoas. E elas são bem intencionadas, mas nos dia de hoje isso é contra produtivo. Os efeitos desse vírus não estão restritos a pessoas que não se importam em morrer.  Também afeta aqueles que são ajudados pelos tais “heróis”. Sem saber, o bem feitor pode transmitir o vírus para outros, ou pode ele mesmo se infectar sem nem mesmo perceber e levar o vírus para outros que ele quer ajudar. Não importa quanto amor ele tenha a intenção de comunicar, ele está arrastando a si mesmo e a outros para mais próximo da morte.

Certifique-se de que há cuidados médicos para todos que precisam

As pessoas não caem subitamente mortas logo após contraírem o vírus. Elas ficam doentes, e muitas delas precisam do apoio de máquinas para conseguirem respirar. E se você ficar doente desnecessariamente ao tentar “fazer o bem” e dessa forma contribuir para o colapso do sistema de saúde, impedindo outros de conseguirem a ajuda da qual precisam? Em países nos quais o vírus está se espalhando rapidamente e as autoridades pedem para que as pessoas fiquem em casa, é responsabilidade de todos para de fato ficar em casa SE PUDER, para que os outros que NÃO PODEM, tenham assistência médica caso fiquem doentes. É um gesto de amor garantir que o máximo de pessoas possíveis tenha acesso ao sistema de saúde.

Tenha consciência dos riscos

Mas, e se as pessoas precisam cuidar de outras que já estão doentes? Em alguns casos, é necessário a essas pessoas se arriscarem para tomar conta dos pacientes. E talvez os cristãos, em algum ponto, terão que demonstrar amor da mesma maneira. Isso deve ser feito principalmente por pessoas jovens e saudáveis, visando reduzir a chance de cuidadores obterem complicações severas e precisarem de intenso tratamento médico. Do contrário, a ajuda deles será contra produtiva. Além disso, pessoas que precisam assumir riscos, deveriam se isolar o máximo possível dos outros, para prevenir a disseminação futura do vírus.

O amor precisa encontrar novas maneiras

Nos dias de hoje, um “beijo santo”, contato físico amoroso, não é amor em países que o coronavírus (ou outras doenças virais infecciosas) se alastraram. Hospitalidade não é amor. Tudo isso é perigoso para você, para eles, ou para outros que entram em contato com você ou com eles depois. O amor precisa encontrar novas maneiras porque as pessoas não podem viver sem amor. Cristãos em especial são chamados para amar uns aos outros (João 15:12) e para “fazer o bem a todos, e especialmente aqueles que são da fé (Gálatas 6:10). Agradeça a Deus porque nós temos várias formas de nos comunicarmos que não exigem contato físico! Pense em chamadas telefónicas regulares ou em mensagens digitais para pessoas que estão solitárias ou que são do grupo de risco. Ajude pessoas que precisam de apoio material, financeiro- seja na sua comunidade ou ao redor do mundo. Use os seus dons para servir a outros. Encontre formas não físicas de compartilhar a esperança que você tem em Cristo. Ore pelos outros, e deixe que eles saibam, como Paulo fez quando não pode se encontrar com Timóteo e estava ansioso para vê-lo: “Eu agradeço a Deus… e me lembro de ti constantemente em minhas orações de dia e de noite” (2 Timóteo 1;3-4)

Como esse ensinamento bíblico falou ao seu coração? Por favor, compartilhe suas opiniões abaixo!

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